16/MAR/2011 - Articulação de Mulheres Negras reúne-se com a ministra Maria do Rosário, em Brasília
Date: 2011-03-16
Os diversos problemas que atingem a população negra e ações necessárias para a mudança deste quadro. Estes foram os principais assuntos discutidos pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), nesta quarta-feira (16) em reunião com a Articulação de Mulheres Negras, em Brasília (DF). A entidade é formada por um conjunto de integrantes de organizações não-governamentais de mulheres negras, das diferentes regiões do país. Atualmente integram a AMNB vinte e sete organizações lideradas por mulheres negras de todas as regiões do país.
Entre as reivindicações apresentadas pelo grupo estão: ações imediatas para o fim do genocídio da população negra, com ênfase no atual extermínio de homens jovens negros; o combate ao preconceito contra as religiões de matriz africana; as diversas questões de saúde que atingem este segmento populacional muitas delas com origem no racismo.
“O jovem negro é tratado de maneira desumana pelas áreas de Segurança em todo o país”, afirmou Lúcia Xavier. Segundo ela, o Estado é o maior violador de direitos da população negra no Brasil e este quadro tem que ser mudado urgentemente”,
A ministra Maria do Rosário falou sobre as ações que estão sendo encaminhadas para a o combate à discriminação contra os praticantes de religiões de matriz africana. “O Brasil deve garantir o direito de culto. Não é verdade que vivemos num ambiente de livre manifestação religiosa”, disse ela.
Maria do Rosário falou ainda sobre a necessidade trabalhar junto as populações quilombolas para a erradicação do sub-registro civil de nascimento. “A inclusão desta população é importante porque possibilita ainda a chegada de serviços essenciais nestas localidades”, disse ela.
Maria do Rosário apresentou as principais ações da SDH e as ações do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Segundo o grupo, foi a primeira vez que a pasta abriu espaço para ouvir as diversas demandas deste importante segmento social.
A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) foi fundada em 2000 por um conjunto de mulheres negras integrantes de organizações não-governamentais de mulheres negras, das diferentes regiões do país. Atualmente integram a AMNB vinte e sete organizações
lideradas por mulheres negras de todas as regiões do país, são elas: Acmun (Associação Cultural de Mulheres Negras • Rio Grande do Sul); Amma Psique e Negritude • São Paulo; Bamidelê - Organização de Mulheres Negras da Paraíba • Paraíba; Caces • Rio de Janeiro; Casa da Mulher Catarina • Santa Catarina; Cedenpa (Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará ); Coletivo de Mulheres Negras Esperança Garcia • Piauí; Conaq (Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas) • Maranhão; Criola • Rio de Janeiro; Eleekó • Rio de Janeiro; Felipa de Sousa • Rio de Janeiro; Geledés - Instituto da Mulher Negra • São Paulo; Grupo de Mulheres Negras Malunga • Goiás; Irohin • Brasília; Imena – (Instituto de Mulheres Negras do Amapá ); Instituto Negras do Ceará; Kilombo • Rio Grande do Norte; Casa Laudelina de Campos Melo • São Paulo; Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa • Maranhão; Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras • Rio Grande do Sul; Mulheres em União • Minas Gerais; Nzinga • Minas Gerais; Observatório Negro • Pernambuco; Omin - Grupo de Mulheres Negras Maria do Egito • Sergipe; Sacii - Sociedade Afrosergipana de Estudos e Cidadania ; Uiala Mukagi • Pernambuco; e Kuanza • São Paulo.