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08/JUN/2010 - Vannuchi apresenta PNDH-3 na abertura do 2º Congresso Brasileiro de Saúde Mental

Date: 2010-06-08

O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, participou na quinta-feira passada (3) da abertura do 2º Congresso Brasileiro de Saúde Mental, realizado no Rio de Janeiro (RJ). Cerca de mil pessoas, de todo o Brasil, participaram da cerimônia no teatro Odylo Costa Filho, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).  Vannuchi discorreu sobre a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, abordando os ataques que sofreu e a construção do programa. Ele também enfatizou a importância do presidente Lula para a convocação da 4ª Conferência de Saúde Mental.
 
“Os ataques surgiram num momento de escassez de notícias, e de certa forma surpreenderam, pois nenhuma outra iniciativa deste governo sofreu um linchamento desse nível”, disse o ministro, que leu trecho de uma revista que compara o PNDH-3 a uma “coisa do demônio”, de modo a exemplificar a irracionalidade dos ataques contra o programa.

Vannuchi explicou que a construção do PNDH-3 foi um exemplo de união em torno da elaboração de um bom programa de direitos humanos. “São os direitos humanos ultrapassando fronteiras eleitorais e partidárias”, disse, lembrando que também foram convidados expoentes de partidos da oposição para ajudar na construção do PNDH-3. Citando Norberto Bobbio, o ministro disse que o problema fundamental dos direitos humanos, hoje, não é mais fundamentá-los, mas efetivá-los.

No final de sua exposição, o ministro Paulo Vannuchi saudou a loucura que algumas pessoas possuem de seguir insistindo em transformar esse mundo num lugar melhor pra se viver.

O coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, lembrou que a primeira conferência de Saúde Mental, realizada em 1987, também fora realizada no mesmo teatro, na Uerj. “Foram quatro conferências em 23 anos. Elas permitiram conhecer melhor a resposta da sociedade brasileira para as pessoas usuárias de saúde mental”, disse. Delgado declarou, em nome do ministro José Gomes Temporão, “apoio irrestrito ao PNDH-3”, e recebeu aplausos da platéia.

O representante da Associação Brasileira de Saúde Mental, Valter Oliveira, citou uma série de personalidades usuárias de saúde mental, como Van Gogh, Clarice Lispector, Raul Seixas e John Lennon, entre outros, “além de todas as pessoas que merecem nosso respeito”. “Quantos são sufocados pela ideologia da razão?”, perguntou. Para Oliveira, “a loucura na sua situação limite proporciona uma visão inigualável da condição humana”.

O secretário nacional de diversidade cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdoba, fez uma defesa do PNDH-3 e do ministro Paulo Vannuchi. “O programa foi atacado porque coloca o dedo na ferida. E o ministro Vannuchi enfrentou de peito aberto as críticas da oposição e da mídia. O PNDH-3 abrange todas as questões importantes nos direitos humanos, inclusive a saúde mental”, afirmou Córdoba, que também foi muito aplaudido pelas cerca de mil pessoas que lotaram o principal teatro da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
 

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